quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Os Direitos da Criança - Uma lição de Vida

Era uma vez um rapaz cujo nome era Duarte. Duarte era um menino de 13 anos muito problemático e muito orgulhoso, por vezes os seus pais já não o reconheciam, pois a educação que estes lhe deram não era aquela. Todos os dias Mariana, a mãe de Duarte, era contactada pela escola do seu filho e ouvia sempre as mesmas coisas do diretor de turma do mesmo: "- O seu filho é muito mal comportado, não faz os trabalhos de casa, não faz rigorosamente nada nas aulas, não cumpre as regras do funcionamento correto de uma única aula, falta bastante ás aulas e quando não falta e vem para as aulas, é só para destabilizar os seus colegas e as aulas. Eu não posso continuar a admitir esta situação por muito mais tempo! Alguns dos encarregados de educação até já têm medo de deixar os filhos cá na escola, pois estes queixam-se de os filhos chegarem a casa a chorar por serem gozados pela sua maneira de vestir, de falar, pela sua raça, pela sua religião e até por serem ótimos alunos! E sabe porquê? Porque não há um único dia em que o Duarte não goze com os colegas, não há um dia em que não haja confusão!" Mariana, já sem saber o que fazer, ficava calada e limitava-se a ouvir, pois aquela situação já se arrastara demasiado tempo, e agora ela já não podia defender Duarte. Quando esta chegou a casa, falou com o pai de Duarte, mas também ele já não sabia o que fazer, os castigos já nada resolviam e bater no seu filho estava fora de questão, pois an educação que ambos tiveram não tinha sido essa, sendo assim limitaram-se, mais uma vez, a dar outro grande raspanete ao seu filho. No dia seguinte Mariana estranhou não ser contactada pela escola do seu filho, como já era habitual e por isso mesmo pensou que desta vez Duarte tinha ouvido os seus pais e se tinha indireitado, porém, enganou-se redondamente! Mariana recebeu uma carta em casa da escola do seu filho, comunicando-a de que este tinha sido expulso da escola. Nesse preciso momento caiu-lhe tudo aos pés, esta tinha sido a gota de água, pois não era a primeira vez que tal situação acontecia. Contudo, Mariana conteu-se, esperou pelo seu marido e contou-lhe o sucedido. Ambos esperavam pacientemente pelo seu filho. Por fim, Duarte chegou a casa. - Então filho, como correu a escola? -perguntou-lhe Mariana com um ar calmo. - Como sempre, uma seca do caraças! Mas ainda me diverti um bocado ahahaha-Respondeu-lhe Duarte com o ar de rufia e de gozão. - Foi? A sério?- pergunta-lhe novamente a mãe, mas desta vez, com um ar intriguista. - Sim, porquê? Interessa-te é?-pergunta-lhe com ar despreocupado. - Porque hoje eu também me diverti, imenso até! -Mas porque é que estás a dizer isso? -Porquê? Porque recebi uma notícia que me deixou bastante relaxada e despreocupada, não haja dúvida! Hoje recebi uma carta a dizer que tu foste expulso da escola! Sabes de qunatas escolas é que já foste expulso?! Sabes por acaso quantas vezes é que já te transferi de escola?! E sabes o porquê?! Tudo porcausa dessa tua mania de agora te armares em mauzão e de gozares com os teus colegas, só por eles serem diferentes! -Isso é mentira! -diz Duarte irritado e com ar ofendido. -Ai é? Então falemos do teu amigo Carlos...- diz Mariana para puxar pelo seu filho. - Quem, esse preto ai? Ahah não tenho nada a dizer dele. - Então e o Ravi?- diz Mariana. - Esse? Esse é outro que veio lá da Índia, nem sei porquê! Devia era ter lá ficado na terra dele!- diz Duarte enquanto goza. - E o Wian?- pergunta novemente a mãe de Duarte. - Esse chinês? Com olhos em bico? Ahah, as aulas são todas especialmente para ele, farto-me de gozar eheheh. Mariana já furiosa com as atitudes do seu filho, inscreveu-o noutra escola. Duarte descansado, pensando que ele é qu iria mandar, como sempre, e que iria ser igual ás outras escola, entrou na primeira aula com o seu ar de mauzão, de rufia e de gozão, mas assim que pediu ao professor para entrar repara numa coisa que jámais lhe tinha acontecido, naquela sala todos os meninos eram negros e ele era o único rapaz branco. Apesar desta repentina mudanças, ele não se acanhou, continoou com as suas expressões, as suas risadas e o seu mau feitio, mas mal ele sabia o que lhe esperava! Durante as aulas, Duarte foi gozado e enchuvalhado pelos seus novos colegas por ele ser diferente, tal como ele fizera com os seus antigos colegas da outra escola. Passaram dias, semanas, passou até um mês e Duarte continuava a aguentar, a fazer-se de forte para que a mãe não desconfiasse de nada, até que um dia ele já não aguentou mais aquela situação. Nesse mesmo dia, quando Duarte chegou a casa, Mariana reparou que algo não estava bem, pois o seu filho tinha os olhos vermelhos e o nariz também,e preocupada fo falar com seu filho. - Que se passa Duarte? Está tudo bem contigo filho? - Não mãe, não está!- responde Duarte tristissimo e a chorar. - Então, mas o que é que se passou?!- pergunta Mariana aflitissima ao ver o estado em que se encontrava o seu filho. - Mãe, imploro-te! Tira-me daquela escola, eu já não aguento mais! Quero voltar para a minha escola antiga! Eu desta vez porto-me bem, eu juro que já não gozo com ninguém, vou ás aulas, não me porto mal, e faço tudo o que os professores me pedirem, mas por favor tira-me deste inferno! - Mas porquê?! - Porquê? Porque eles todos os dias gozam comigo! Só porque eu sou o único menino diferente na turma, só porque não tenho a mesma cor de pele deles, só porque não falo a mesma língua que eles, só porque eu sou diferente!- grita Duarte com um ar apavorado. - E como te tens sentido cada vez que isso acontece, filho? - pergunta Mariana com um ar preocupado mas ao mesmo tempo calmo. - Sinto-me muito, mas muito mal mãe! Não quero voltar aquela escola, quero a outra! A mãe de Duarte, ao ver o arrependimento nos olhos do seu filho decide falar com o antigo diretor de turma do mesmo, contando-lhe o sucedido e explicando-lhe o castigo que tinha dado ao Duarte, então depois de tanto explicar e de dizer como estava Duarte o diretor decidiu dar-lhe uma segunda oportunidade. Passado alguns meses, Mariana voltou a ser contactada pela escola do seu filho, pedindo a sua presença o mais rápido possivel na escola. Mariana assim o fez. Preocupado, o marido de Mariana e pai de Duarte esperou que a mulher chegasse a casa. - Então, como correu a conversa? O Duarte voltou a portar-se mal não foi? Eu já sabia que o comportamento bom não ia durar muito tempo!- diz o pai de Duarte já á espera de más noticias. - Não! Por mais incrivel que pareça só recebi elogios do nosso menino! Pelos vistos a lição que lhe demos serviu de emenda!- conta feliz Mariana ao seu marido Passados alguns anos Duarte entrou na faculdade com notas bastante admiráveis e de invejar e foi aí que ele agradeceu aos seus pais pela lição de vida que eles lhe tinham dado. Trabalho realizado por: Joana Andorinha, Eva Santos e Layla Almeida